Ataque islâmico deixa 52 mortos e uma igreja destruída, em Moçambique

Os insurgentes são conhecidos localmente como al-Shabaab "os jovens", mas não os da Somália

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Ataque islâmico deixa 57 mortos e uma igreja destruída em Moçambique
Ataque islâmico deixa 52 mortos e igreja destruída em Moçambique (Foto: Divulgação/Barnabasfund)

Pelo menos 52 pessoas foram mortas, e uma igreja destruída em ataque por extremistas islâmico na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. O ataque ocorreu há mais de duas semanas, mas os detalhes só surgiram agora.

Em 10 de abril, militantes que operam em Cabo Delgado lançaram um ataque assassino que deixou cinco mortos na ilha de Quirimba. A ilha, que faz parte do arquipélago de Quirimbas, na costa norte.

Uma pessoa foi baleada, outra foi queimada viva e três se afogaram enquanto tentavam escapar, cerca de 60 pessoas foram feitas reféns. Mas, foram libertados no mesmo dia, segundo o The Guardian.

Um dia antes, em 9 de abril, outras cinco pessoas foram mortas em um ataque à vila de Muambula, distrito de Muidumbe. Os terroristas destruíram à igreja local da vila, uma das mais antigas da região. Eles destruíram casas de missionários da igreja antes de vandalizar uma escola secundária.

O massacre

Em 7 de abril, pelo menos 52 pessoas foram massacradas na vila de Xitaxi. Depois que os locais se recusaram a ser recrutados para suas fileiras, de acordo com a polícia citada pela mídia local. A maioria foi morta a tiros ou decapitada.

“Os criminosos tentaram “recrutar” jovens para se juntarem a eles. Mas houve resistência, e Isso provocou a ira dos criminosos, que massacraram cruel e diabolicamente, os 52 jovens”. Disse, um chefe de polícia.

O bispo de Pemba disse que as relações entre as comunidades cristã e muçulmana locais eram boas e que não havia risco de conflito inter-religioso. “Adotamos a prática de realizar reuniões conjuntas e já andamos pela paz e oramos pela paz”, disse ele.

Segundo o bispo, os muçulmanos se distanciaram desses “ataques” e que os envolvidos não são religiosos e estão usando mal o nome da religião para fazer isso. Declarou, o bispo.

Os insurgentes são conhecidos localmente como al-Shabaab “os jovens”. No entanto, esse grupo terrorista não tem nenhum vínculo, com o grupo extremista que opera na Somália.

Os ataques militantes se intensificaram nas últimas semanas, como parte de uma campanha para estabelecer um califado islâmico na região. Essa região, é muito rica em suprimentos de petróleo e gás.

Em março, militantes ocuparam o centro de Mocímboa da Praia, sede do distrito, queimando instalações do governo, incluindo um quartel, e brandindo uma bandeira em preto e branco usada por extremistas islâmicos.