Cristã é condenada a três meses de prisão e 10 chicotadas no Irã

A jovem cristã, de 21 anos, havia sido libertada no último dia 26 de fevereiro, sob fiança.

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Cristã é condenada a 3 meses de prisão e 10 chicotadas no Irã
Ativista cristã Mary Mohammadi (Foto: Instagram)

A ativista cristã Fatemeh Mohammadi, foi condenada a três meses de prisão e receber 10 chicotadas por protestar contra o governo do Irã. A jovem cristã, de 21 anos, havia sido libertada no último dia 26 de fevereiro, sob fiança.

Fatemeh Mohammadi, participou de manifestações contra governo iraniano, depois que ele abateu por engano um avião de passageiros em janeiro. O avião que decolou de Teerã, foi abatido por dois mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica. Todas as 176 pessoas a bordo foram mortas.

O governo do Irã inicialmente negou o envolvimento, mas logo admitiu que estava culpado. Culpou o erro humano.

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Acoitamento à chicotadas

Mohammadi foi acusada de “perturbar a ordem pública participando de uma manifestação ilegal”. Ela foi condenada a receber açoitamento de 10 chicotadas e uma sentença de prisão suspensa de três meses, disse a International Christian Concern (ICC).

Mohammadi disse no Instagram que sua condenação, é “protestar contra o massacre de seres humanos; por demonstrar simpatia pelas famílias dos que morreram no acidente aéreo da Ucrânia; por defender os direitos de todos os seres humanos.”

Ainda assim, no Twitter, ela disse que “não há provas contra mim, então eu deveria ter sido absolvido”.

“Mas, em vez disso, fui condenada não apenas a prisão, mas também açoitamento. Deve-se mencionar que, mesmo antes de o veredicto ser proferido, fui forçada a suportar todo tipo de tortura, nenhuma das quais foi sancionada por lei e que deveria ser considerada crime por si só”, afirmou.

Ativismo

Evitamos apelar contra o veredicto, porque os tribunais de apelação se tornaram tribunais de confirmação. Disse, ela na rede social. “Tenho orgulho de simpatizar com os seres humanos no ambiente realmente hostil das ruas”. Esta é a minha convicção e o custo.

Claire Evans, gerente regional da ICC para o Oriente Médio, disse que o Irã continua sendo um dos piores violadores da liberdade religiosa no mundo.

“A sentença de Mary Mohammadi é alarmante, mas infelizmente não é surpresa”, disse Evans. “O governo do Irã não quer ativismo pelos direitos humanos, e eles não querem que os cristãos exerçam sua voz publicamente.

Mary Mohammadi é um exemplo de coragem e bravura para todos nós. Devemos continuar pedindo ao Irã que respeite os direitos humanos. Além disso, que permita que seus cidadãos expressem suas convicções de consciência. Declarou, Evans.