Cristãos no México são forçados escolher entre serviços básicos ou à fé

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Cristãos no México são forçados escolher entre serviços básicos ou à fé
Cristãos no México têm acesso à água,negado e crianças proibidas de ir à escola

As autoridades locais no México, estão cortando os serviços básicos como fornecimento de água das famílias de cristãos protestantes, forçando-os assinar acordos ilegais, renunciando ao seu direito de fé e crença.

No entanto, duas famílias protestantes que assinaram tal acordo foram informadas em 22 de agosto, de que correm o risco de serem cortadas novamente se não puderem pagar o restante de uma enorme multa que fazia parte do acordo.

As duas famílias da vila de La Mesa Limantitla, no estado de Hidalgo, se recusaram a assinar um documento semelhante renunciando à sua fé em janeiro do ano passado, enquanto outras oito famílias protestantes da vila foram forçadas a isso.

Segundo relatórios da CSW, com a negativa, as famílias tiveram o acesso à água, esgoto, programas de benefícios do governo e a usina comunitária paralisados ​​por mais de um ano, até a assinatura em janeiro deste ano.

Na ocasião, as autoridades locais pagaram parte de uma multa exorbitante que fazia parte do acordo. No entanto, após várias reuniões de acompanhamento, as famílias foram informadas de que poderiam ser novamente excluídas dos serviços essenciais, pois não podiam pagar o restante da multa.

O grupo de campanha Christian Solidarity Worldwide diz que violações da liberdade de religião – como negação de acesso à água e eletricidade, bloqueio de crianças de minorias religiosas de frequentar a escola, detenção arbitrária e deslocamento forçado – são comuns na região de Huasteca de Hidalgo, onde há um grande indígena população.

A lei mexicana dá às comunidades indígenas o direito de proteger sua cultura e manter as estruturas tradicionais de governo, desde que os direitos humanos, incluindo a liberdade de religião, sejam respeitados. No entanto, a falta de compreensão e a inação do governo levam a um alto índice de violações de direitos.

O presidente-executivo da CSW, Mervyn Thomas, disse: “Estamos realmente preocupados com a inação do governo na região de Huasteca, e com as violações persistentes do direito à liberdade de religião ou crença.

De acordo com o relatório, a CSW recebeu denúncias de contínuas violações da liberdade religiosa ao longo de 2018 e 2019. Em 2019, a CSW recebeu documentação sobre sete violações separadas em Hidalgo, seis em Chipas, duas em Oaxaca e uma em Guerrero.

Apelamos ao Governador do Estado de Hidalgo, Omar Fayad Meneses, para lidar com as injustiças contra essas famílias sem demora e para garantir que os funcionários de sua administração respeitem o Estado de Direito.